DOMINGO, 28 DE NOVEMBRO DE 2021|CONTATO

Depois de uma sequência de números pouco expressivos ao longo do primeiro semestre de 2015, os esforços promocionais das companhias aéreas surtiram efeito junto ao mercado consumidor em julho, mês tradicionalmente já aquecido.

Segunda, 31 de agosto de 2015


Depois de uma sequência de números pouco expressivos ao longo do primeiro semestre de 2015, os esforços promocionais das companhias aéreas surtiram efeito junto ao mercado consumidor em julho, mês tradicionalmente já aquecido. Sobre uma base fraca de comparação, fruto da menor movimentação durante a Copa do Mundo, o setor produziu estatísticas positivas. A demanda1 por transporte aéreo doméstico registrou alta de 8,3% sobre o mesmo mês do ano passado. A oferta2, por sua vez, foi expandida em 6,1%. Com a demanda evoluindo em patamar superior ao da oferta, o fator de aproveitamento3 teve alta de 1,7 ponto percentual na comparação anual, ficando em 83,4% no mês. O total de passageiros transportados nos voos dentro do país teve crescimento da ordem de 11,5%, totalizando 9,2 milhões de viagens. As estatísticas são referentes às operações de AVIANCA, AZUL, GOL e TAM, integrantes da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).

Além das promoções, que incentivam a compra de viagens aéreas, a sazonalidade do setor é outro aspecto contribuinte para os resultados do mês. Juntamente com dezembro e janeiro, julho costuma ser um dos meses fortes da aviação por concentrar férias escolares e viagens familiares. E, nesse aspecto, a base fraca de comparação de julho de 2014 distorce os resultados presentes. Com a realização da Copa do Mundo, entre junho e julho, muitos passageiros reprogramaram as férias do meio do ano passado. Dessa forma, a demanda avançou, em média, apenas 0,5% nesses meses em relação a 2013. Na comparação com esses números achatados, o desempenho de julho de 2015 se destaca.

Participação de mercado4 – A TAM liderou o mercado doméstico em julho, obtendo 37,66% da demanda. A GOL veio a seguir, com 36,97%. A AZUL teve 16,79% de share e, a AVIANCA, 8,58% de participação.

Acumulado – As estatísticas favoráveis do mês contribuíram para melhorar os resultados acumulados dos primeiros sete meses de 2015. No período, a demanda registra alta de 4,5%, para uma oferta ampliada em 3,4%, levando o fator de ocupação a um aprimoramento de 0,9 ponto percentual, ao nível de 80,55%. Até junho a aviação doméstica acumulava crescimento de 3,8% e, até maio, de 4,2%. O total de passageiros domésticos tem alta de 4,5%, somando 56,3 milhões de viagens.

Internacional – No mercado internacional, do qual as companhias brasileiras respondem por aproximadamente 30% do fluxo de passageiros envolvendo o país, as estatísticas de julho foram mais significativas. "Esse é um segmento mais sensível a preços, uma vez que a proporção de viajantes a lazer costuma ser maior na comparação com o doméstico. O resultado dos estímulos é, então, mais efetivo e perceptível nesse caso”, analisa o consultor técnico da ABEAR, Maurício Emboaba. "Além disso, é um segmento que tem tido um aumento natural das estatísticas pela entrada de companhias que não operavam voos internacionais a esta altura no ano passado”.

Com agências.